Órgão apura suposta lavagem de dinheiro por parte de conselheiros afastados

As empresas Abaco Tecnologia e Informação, Gendoc Sistemas e Trimec Construções e os conselheiros afastados do TCE (Tribunal de Contas do Estado) José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Waldir Teis, Valter Albano e Sérgio Ricardo estão entre as 33 empresas e 30 pessoas físicas que tiveram seus sigilos financeiros quebrados pela STJ (Superior Tribunal de Justiça) no dia 17 de junho. A quebra dos sigilos faz parte da Operação Gerion, a 16ª fase da Ararath.

O pedido foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal) — que inclui compartilhamento de informações entre os investigadores e a Receita Federal — é baseado em investigações começadas no STF (Supremo Tribunal Federal) após a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, focada em suposta corrupção de autoridades públicas com dinheiro subtraído do erário entre 2012 e 2018. Essa investigação do STF foi classificada pelo ministro-relator, Luiz Fux, como “delação monstruosa” e incluíam também informações confirmadas pelos acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-secretário Pedro Nadaf com o MPF.

Silval entregou à PGR (Procuradoria Geral da República) que pagara R$ 53 milhões aos conselheiros para estimulá-los a aprovar as contas de sua gestão e “facilitar” aprovação dos projetos e das obras incluídas no pacote de “preparativos e legado” da Copa da Fifa 2014, quando Mato Grosso sediou quatro jogos em uma Arena Pantanal até hoje não concluída.

Os conselheiros estão afastados desde 2017, a mando do ministro Luiz Fux, que desmembrou o processo devido à prerrogativa de foro de algumas das autoridades envolvidas. O inquérito dos conselheiros do TCE tornou-se incumbência do STJ a partir daí.

Conforme as investigações até aqui, os conselheiros teriam se servido de empresas e pessoas físicas para camuflar que ganhavam propina, cometendo crimes previstos na legislação brasileira como sendo de corrupção e lavagem de dinheiro. No dia 17 de junho, a PF deflagrou a Operação Gerion que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão. Os alvos, além dos próprios conselheiros, foram as empresas e outras pessoas ligadas a eles.

A decisão do magistrado ainda determinou a quebra do sigilo telefônico do conselheiro afastado Sérgio Ricardo, dos empresários Carlos Antônio da Cunha Dias e Waldisnei Amorim. E ainda do sócio-proprietário da Valle Negócios Imobiliários Ltda. Micael Heber Mateus, e também do advogado Reinaldo de Toledo Maluli.

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Fonte: FolhaMax

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