O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quer saber como está o andamento dos inquéritos policiais que investigam a suposta participação do ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Rogers Jarbas, no esquema que ficou conhecido como ‘Grampolândia Pantaneira’.

A defesa de Rogers Jarbas não se manifestou sobre o pedido do ministro.

A solicitação de informação foi feita ao desembargador Orlando Perri para fundamentar decisão no pedido de habeas corpus da defesa de Jarbas, que requer a anulação das investigações em dois inquéritos.

O ex-secretário é suspeito de atrapalhar as investigações das interceptações telefônicas ilegais.

Segundo o Tribunal de Justiça, a assessoria do desembargador Perri vai informar ao STJ que esses processos estão sob responsabilidade do juiz Jorge Tadeu. Diante disso, o ministro poderá dar novo despacho direcionado ao juízo da sétima vara.

Grampos

Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs.

No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada “barriga de aluguel”.

No início deste mês, o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu e arquivou uma sindicância que apurava suposto envolvimento dos promotores Marco Aurélio de Castro, Samuel Frungilo, Marcos Regenold Fernandes e Marcos Bulhões do Santos no esquema de interceptações telefônicas clandestinas no estado.

O caso das interceptações foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, à época secretário de Segurança Pública. Em depoimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, ele afirmou que, naquele ano, ouviu o coronel Zaqueu Barbosa, comandante da PM à época, dizer que as interceptações telefônicas eram feitas por determinação de Pedro Taques (PSDB).

Zaque alega ainda que levou o assunto ao governador, que ficou constrangido, mas não fez nenhum comentário. Depois, Taques acusou Zaque de fraudar um protocolo da denúncia no governo.

No ano passado, Orlando Perri determinou investigação contra Taques por denunciação caluniosa contra Mauro Zaque.

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