Assunto será debatido em uma live na noite desta quinta-feira (6)

Mesmo com uma gênese de cartão postal, por guardar toda a memória e história do processo de constituição urbana de Cuiabá, o Centro Histórico ainda enfrenta uma série de dificuldades e gargalos, que serão tema de um encontro de ideias entre o pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PDT, maestro Fabrício Carvalho, e o arquiteto e urbanista, diretor do Instituto Cidade Legal, Cláudio Miranda.

A transmissão ao vivo será nesta quinta-feira (6) às 20h pelas redes sociais do Maestro Fabrício no Facebook, Instagram e Youtube.

Dotado de uma importância pelas suas relações urbanísticas com a cidade, é recorrente que o Centro Histórico de Cuiabá seja tratado pelos gestores públicos com uma visão monumentalista. “A visão monumental ocorre em detrimento da visão de território, o sítio urbano que abrange toda essa área tombada como patrimônio histórico”, afirma Cláudio Miranda.

Entre as implicações decorrentes desse olhar há um desentendimento da lógica de preservação e das possibilidades de dinâmicas de valor de uso do Centro Histórico. Para Miranda, a falta de politica de fomento e a ausência de implementação de uma diversidade de usos implicam na manutenção da vida na integridade espacial do Centro Histórico, inclusive durante a noite e finais de semana.

“Sou um apaixonado pelo Centro Histórico, e temos um descaso profundo contra tudo que representa e representará para Cuiabá, deixado a Deus dará”, lamenta Maestro Fabrício.

 

Para ele, constitui crime o abandono e a depredação do patrimônio histórico, e “é fundamental aproveitar seu enorme potencial para o turismo, a cultura, a história e a geração de trabalho e renda”.

A proposta do encontro de ideias é transformar o olhar sobre o Centro Histórico, pensar nele como “um espaço vivo, orgânico, com geração de riqueza, diminuição do índice de criminalidade e especialmente o cuidado com as pessoas abandonadas nas ruas”, sintetiza Fabrício.

Na infra-estrutura, no que tange à fluência do Centro Histórico, existem diversos desafios relacionados à mobilidade, acesso à água, tratamento de esgoto, falta de planejamento de combate a incêndio, iluminação publica precária, dificuldade do trânsito de pedestres pelas calçadas, entre tantos outros problemas históricos que nunca foram solucionados.

Além de todas essas questões, maestro Fabrício Carvalho defende que o problema sistêmico de segurança da região seja tratado por um conjunto de ações balizadas pelas políticas sociais, e não com violência. “O Estado precisa amparar seus cidadãos, a população que vive em situação de rua, enfrentar o problema com assistência psicossocial e adotando políticas públicas permanentes de cuidado e valorização do Centro Histórico e das pessoas que nele vivem e de onde tiram seu sustento”, finaliza.

Fonte: Mídia News

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