O secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre Bustamante, disse, em entrevista, nesta terça-feira (22), que o reforço das Forças Armadas no combate ao fogo no Pantanal é necessário, pois as equipes de bombeiros que atuam na região até o momento, já trabalham no limite.

“Este incêndio no Pantanal começou na Bolívia, passou para Mato Grosso do Sul e chegou em Mato Grosso. Há uma força-tarefa para combater o fogo desde o início, quando ele ainda estava na Bolívia. A Força Nacional é mais uma equipe que chega para ajudar. Atualmente, focos de incêndio atingem também a Floresta Amazônica e o Cerrado em nosso estado. Então precisamos de reforços. Nossos bombeiros já estão no limite, trabalhando há muito tempo no Pantanal”, explica.

O governo federal confirmou a vinda de 43 militares para o combate às queimadas em Mato Grosso após pedido feito pelo governador Mauro Mendes (DEM). A informação foi confirmada na segunda-feira (21).

Em princípio, os militares não reforçarão apenas o combate às chamas na região do Pantanal, já que os outros biomas – Cerrado e Amazônia – também estão sofrendo com os focos de incêndio.

Dos 43 profissionais designados pelo governo federal, 40 são bombeiros militares e três são policiais militares.

De acordo com o secretário, a previsão da chegada das Forças Armadas é nesta quarta-feira (23). As equipes irão direto para o Pantanal, onde serão distribuídas e encaminhadas para os locais de combate pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (CIMAN).

Atualmente, mais de 2 mil pessoas atuam no combate aos incêndios no Pantanal, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Além dos bombeiros, Organizações Não-Governamentais (Ongs), fazendeiros da região e outros voluntários ajudam no trabalho.

Verba do governo federal

 

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, informou na quarta-feira (16) a liberação de R$ 10,1 milhões para apoiar Mato Grosso no combate aos incêndios.

O anúncio da verba foi feito durante reunião entre o ministro e o governador do estado, Mauro Mendes (DEM).

De acordo com Marinho, o governo federal analisou a necessidade de acordo com o pedido do governo estadual.

Além disso, a Defesa Civil Nacional foi mobilizada para a elaboração de um plano de trabalho que determine o uso desses recursos da melhor forma.

Segundo Alexandre Bustamante, os recursos serão utilizados para compra de novos veículos, que já estão desgastados pelas estradas pantaneiras, combustível para aeronaves e novos retardantes que ajudam a controlar a propagação das queimadas.

Já foram utilizados R$ 20 milhões em recursos estaduais para combater os incêndios em Mato Grosso, neste ano, segundo o governador Mauro Mendes (DEM).

Situação de emergência

O governo decretou situação de emergência em Mato Grosso por causa dos incêndios florestais no dia 14 deste mês. O decreto vale por 90 dias, podendo ser prorrogado.

Com o documento, as autoridades poderão adotar as medidas necessárias à prevenção e combate das queimadas, podendo comprar materiais sem precisar de licitação, suspender a execução de contratos administrativos sem que isso gere direito de rescisão ao contratado e também poderão deixar de atender aos resultados fiscais e suspender os prazos para retorno de gastos com pessoal e dívida.

Incêndios no Pantanal

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, em 2020 mostram que a área queimada no Pantanal já passou de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,2 milhão em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul.

Essa área de mais de 2 milhões representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

O Pantanal é o bioma brasileiro mais afetado pelas queimadas proporcionalmente, mas em Mato Grosso os incêndios estão espalhados por todo o estado

As queimadas aumentaram no Pantanal a partir de julho, quando a estiagem ficou ainda mais intensa. Os dias estão tão secos que o clima fica parecido ao de um deserto, com umidade abaixo dos 10%.

Fonte: G1 MT

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