Da redação

O Tesouro Nacional não será, pelo menos por agora, avalista do governo de Mato Grosso para contrair um novo empréstimo junto ao Banco Mundial, para quitar outro empréstimo do governo feito ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Mendes pleiteia U$ 250 milhões, com autorização já aprovada pela Assembleia Legislativa, para quitar a dívida antiga, contraída por Silval, que conforme o governador, compromete e muito as contas públicas.

“Lamentavelmente o Estado de Mato Grosso está estourado em gastos. Pela lei federal, os estados podem gastar 49% do que arrecadam, no máximo, com pessoal. Mato Grosso gastou no primeiro semestre, a exemplo do ano passado, 61%”, disse o governador.

Mendes explicou que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece penalidades para os estados que ultrapassam o limite de gastos com pessoal. “Uma das penalidades é que o Estado não pode mais ter o aval da União para tomar empréstimo. Agora a União não quer mais dar o aval porque estamos gastando mais com pessoal do que a lei permite”, afirmou.

Conforme o governador, essa é uma verdade que coloca em risco a nova operação de crédito. “Essa operação que traria, ou que trará, vantagens para o Estado, está comprometida, mas nós estamos tomando providências no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter essa decisão que já foi tomada pelo Tesouro Nacional”, disse o governador.

O Governo quer o empréstimo para quitar uma dívida que possui com Bank of America, devido a outro empréstimo, contraído na gestão Silval Barbosa, cujo acordo é o pagamento de duas parcelas ao ano, cada uma no valor médio de R$ 140 milhões. Com o novo empréstimo, caso reverta no Supremo, o governo pretende, ao invés de pagar duas parcelas semestrais de R$ 140 milhões, como ocorre atualmente, o Estado passaria a pagar R$ 10 milhões ao mês para o Banco Mundial

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