Candidato observa que a maioria dos pequenos produtores está em dificuldades

Candidato ao Senado, o advogado Euclides Ribeiro (Avante) disse estar tranquilo com relação aos ataques que vem recebendo dos seus adversários em relação as alianças na disputa suplementar. Em entrevista à rádio Capital FM (101.9) nesta quarta-feira (7), Ribeiro disparou que as denúncias são “patrocinadas” pelos barões do agronegócio.

Apesar de não citar nomes, a crítica mira em direção aos seus principais concorrentes – o senador interino Carlos Fávaro (PSD) e o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) – que possuem forte influência no setor produtivo em Mato Grosso. “Respondo com consciência limpa. Falar que eu tenho poder financeiro? Poder financeiro tem eles que estão aí com 30% do PIB na mão que tem um senador para chamar de seu e de agroboy, que ficam lá cuidando dos interesses deles. Só ganhei meu dinheiro e trabalhei. Isso ai é um absurdo que estão falando”, rebateu.

A fala aconteceu quando Ribeiro comentava sobre a denúncia anônima de que a coligação do seu partido com o PDT e do Pros teria sido alavancada através de um acordo comercial. As legendas tem a advogada Gisela Simona (Pros) e o mastro Fabricio Carvalho na disputa a Prefeitura de Cuiabá.

Os rumores surgiram após o vazamento de um áudio onde o presidente estadual do PDT, deputado Allan Kardec, pede permissão aos dirigentes pedetistas para “fechar” apoio a Euclides. Na ocasião, o parlamentar negou a existência de qualquer negociação.

No entanto, Ribeiro classificou as acusações como “desespero” dos adversários.  “Só apanha que está na frente. Eu e a Gisela estamos incomodando e, se não estivesse, ninguém ia falar de nós”, complementou.

Por fim, o advogado ainda fez duras críticas contra os “financiadores” do agronegócio no Estado. Mais uma vez, os apontamentosos recairam sobre Fávaro, que possui o ex-ministro e empresário Blairo Maggi como um dos seus principais cabos eleitorais.

E também a Leitão, que já presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e tem forte palanque dentro do setor econômico. “O agro vai bem para quem financia o agro, que é dois ou três que estão bem ai. Falar que o agro vai bem? É mentira. O pequeno agricultor está passando dificuldades financeiras. O banco está tomando terra”, complementou.

Fonte: FolhaMax

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