Isabele Ramos, de 14 anos, morreu depois de ser atingida por um disparo acidental no último dia 12

Quatro socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atenderam a ocorrência envolvendo a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, prestam depoimento na manhã desta quinta-feira (30) à Polícia Civil.

Isabele Ramos foi atingida com um tiro no rosto disparado acidentalmente por uma amiga – da mesma idade – no último dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

Os profissionais – três enfermeiros e um médico – chegaram à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) por volta das 9h30 manhã para serem ouvidos pelo delegado Wagner Bassi, titular da DEA.

Eles estavam com documentos em mãos que devem ser entregues à autoridade policial. Os policiais militares que atenderam a ocorrência também deverão prestar depoimento.

Oitivas

Na terça-feira (28) foram ouvidos os três irmãos da adolescente de 14 anos que atirou acidentalmente.

O empresário Marcelo Cestari, pai dos adolescentes, e a filha de 14 anos foram ouvidos na DHPP no último dia 14 de julho. No dia 23, foi a vez da mãe, Gaby Cestari, que prestou depoimento à DEA.

No dia 20 de julho, prestou depoimento o namorado da adolescente, que levou a arma para a casa onde ocorreu a fatalidade. O pai dele, Glauco Mesquita Correa da Costa, também foi ouvido no mesmo dia.

No dia 21, foi a vez da mãe de Isabele, Patricia Guimarães Ramos, prestar depoimento na DEA. Bastante emocionada, ela deixou a delegacia após duas horas.

Ainda foram ouvidos, na semana passada, adolescentes que moram no condomínio Alphaville.

O caso

Isabele Ramos foi atingida com um tiro no rosto, por uma arma que estava sendo segurada pela amiga. A perícia de necropsia, produzida pelo Instituto de Medicina Legal (IML), apontou que o disparo foi realizado no rosto da adolescente, a curta distância, e causou traumatismo crânio-encefálico.

À Polícia, a adolescente que atirou disse que foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos duas armas.

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto”, revelou a menor em depoimento.

“Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo”, acrescentou.

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