Prefeito voltou a defender conclusão de obra e alfinetou Mauro Mendes, responsável por decisão

O prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a defender a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, mas se encontra parada há seis anos.

Atualmente, o modal, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, se encontra com destino incerto por parte do Governo do Estado, que estuda se há ou não possibilidade de retomada do projeto.

O governador Mauro mendes (DEM), porém, já demonstrou ser contrário à obra, apontando-a como um “crime cometido contra Mato Grosso”.

Nesta semana, Pinheiro foi questionado se mantinha o posicionamento defendido quando era deputado estadual e quando disputou e venceu pela primeira vez a Prefeitura de Cuiabá.

Na época, ele afirmava que o VLT era um “caminho sem volta” e uma chance de “romper com um histórico de mediocridade” no sistema de transporte coletivo em Cuiabá.

“Se o VLT estivesse sob a minha gestão, pode ter certeza que eu daria um destino para ele ser entregue à população”, disse.

“Infelizmente ou felizmente, ele é da alçada do Estado. Mas, para andar, é preciso ouvir Cuiabá. E Cuiabá é a favor. A Prefeitura de Cuiabá, dentro de um amplo processo de discussão com a população, defende o VLT”, acrescentou.

De acordo com Pinheiro, velocidade, sustentabilidade e humanização são palavras chaves para descrever o modal.

“Ele é um mote revolucionário de mudança de conceito do transporte coletivo barrela, medíocre, para o transporte coletivo sustentável, humanizado, confortável, rápido, célere, e que dá mais possibilidades de promover o desenvolvimento urbano e ambiental de uma cidade pujante e com um Centro Histórico tão importante como é a nossa Capital”, afirmou.

Cobrança do Governo Federal

Recentemente, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que aguardava o posicionamento de Mendes sobre o modal até o final de setembro.

Nesta semana, o governador afirmou que ainda está se aprofundando nos estudos, mas não deu um prazo para dar uma resposta, afirmando que a solução “não é simples”.

“Gostaríamos de já ter resolvido isso. É um problema que, aliás, não devia nem mesmo ter acontecido. Foi um crime que fizeram contra Mato Grosso, contra o interesse público e com o dinheiro público”, criticou.

Fonte: Mídia News

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