Emanuel já projeta “colapso econômico e social” por causa de intervenção do Judiciário e MPE

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que cumprirá imediamente a decisão judicial que determina uma “quarentena obrigatória” na capital do Estado e Várzea Grande por 15 dias. No entanto, ele revelou que solicitará ao Judiciário um prazo para que se implante as barreiras sanitárias nas entradas e saída dos dois maiores municípios do Estado.

Emanuel Pinheiro assinou o decreto 7.970 que praticamente impede o funcionamento comércio entre os dias 25 deste mês e 9 de julho. Segundo ele, as atividades essenciais, como supermercados, postos de gasolina, hospitais, bancos lotéricas, escritórios advocacias, terão os horários de funcionamento liberados utilizado antes da pandemia iniciada em março para se evitar aglomeração de pessoas.

A frota de ônibus funcionárá 100% com todos passageiros sentados e vidros abertos. Emanuel revelou que criará o “Kit Covid” com medicamentos gratuitos para pacientes com sintomas da Covid-19 sem antes mesmo dos exames ficarem prontos.

O kit será composto de azitromicina, ivermectina e um antialérgico. Os medicamentos só será entregues mediante receita médica. “Vimos que isso estava dando certo noutros estados. Então, resolvemos adotar esta sistemática de combate ao vírus principalmente no começo dos sintomas”, disse.

Durante a live em suas redes sociais, o prefeito disse que ainda não sabe se irá recorrer da decisão do desembargador Rui Ramos, que validou a liminar do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, José Luiz Lindote. “Sempre serei o primeiro no combate a lutar com este vírus silencioso e letal”, afirmou.

Segundo o prefeito, a cidade cumpriu o “dever de casa” ao abrir 115 novos leitos de UTIs e fazendo a quarentena com medidas científicas. Emanuel voltou a defender que o Estado deveria sugerir o “lockdown” em ao menos 80 cidades com risco muito alto e alto para contaminação da pandemia e não somente Cuiabá e Várzea Grande.

Ele adiantou que a tendência é que os moradores do interior superlotem as duas cidades nos próximos dias. “Todos virão para cá quer seja para procurar atendimentos ou outras coisas”, disse.

Emanuel se intitulou como pai da saúde pública do Estado, sendo que Cuiabá é a “mãezona” por absorver pacientes de todo Estado e até mesmo de outros países. “Vou lutar a vida inteira por Cuiabá, que é a tábua de salvação da saúde de Mato Grosso tanto para Covid o outros casos. Se não fosse as medidas adotadas por Cuaibá, poderíamos hoje não falar em 120 óbitos, mas 600 óbitos e não dois mil casos, mas oito mil casos”, alertou.

Emanuel Pinheiro lemnrou que todos ex-prefeitos de Cuaibá tiveram que carregar a saúde do Estado nas costas. “Todo prefeito de Cuaibá é um pouco governador do Estado. Apesar das dificuldades, todos que vierem para cá serão atendidos”, frisou.

SEM EMBASAMENTO E CAOS

Ele considerou que as duas cidades estão sendo penalizadas com a decisão judicial. “Estamos severamente punidos ao lado de Várzea Grande. Com todo respeito ao Judiciário e Ministério, mas essas decisões não tiveram embasamento técnico sguindo o Ministério da Saúde e OMS. O combate a Covid não se resolve em livros de Direito e Constituicão, mas com medidas sanitárias e estudos epidimiológicos”, desabafou.

Apesar das críticas, o chefe do Executivo da capital do Estado cumprirá a decisão judicial. “Todo esse trabalho foi supreendido por uma decisão sem embasamento técnico. Sou professor Direito Constitucional e advogado e aprendi que decisão judicial se cumpre. Mas preciso entender essa invasão de competência jogando várias responsabildiades na minha costas”.

Para o prefeito, o fechamento novamente de todos segmentos econômicos gerará impactos impressionantes. “Haverá um impacto sem precendentes atingindo empregos e trabalhadores sem dinheiro para comprar alimentos e higiene pessoal para combater a Covid dentro de casa. Temos a preocupação de um colpaso econômico e social”, previu.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui