Dois policiais civis que estiveram na casa de Marcelo Cestari no noite da morte da adolescente Isabelle Guimarães Ramos, em 12 de julho, terão suas condutas investigadas pela Corregedoria da instituição. A confirmação é da Polícia Civil, que remanejou os servidores para atividades administrativas. Em um dos depoimentos, uma testemunha cita que o policial civil ajudou no recolhimento do corpo da vítima.

Em vários depoimentos do inquérito que apura a morte de Bel, como ela era chamada pelas amigas, testemunhas ouvidas pela Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) contaram sobre a presença de dois policiais que chegaram na casa no dia do crime e que adotaram uma postura um tanto quanto intimidadora, como mostra esse trecho obtido pela reportagem do .

A presença deles foi percebida logo após a discussão entre o tio da vítima e o empresário Cestari. “Chegaram dois homens em um Citroën C4, sedan chumbo e entraram na casa. Que o declarante recebeu informações posterior que era um veículo caracterizado da Polícia, mas não oficial. Que estes dois que saíram do veículo eram policiais civis e que estavam lá atuando como segurança do Marcelo Cestari, em função da postura intimidadora que se colocaram”, diz trecho de um dos depoimentos.

Segundo uma das testemunhas, um dos policiais ficou na porta da casa, com braços cruzados e fumando um cigarro eletrônico “olhando de forma arrogante”. Já o outro não chamou atenção. “Que os citados policiais chegaram bem antes da Polícia Civil e da Politec”.

Já outra testemunha destacou que presenciou uma movimentação grande na casa e de pessoas que não eram do condomínio. “Que chegou um carro cantando pneu, inclusive parentes fotografaram o carro, que saíram dois homens bastante agitados e que eram indivíduos bastante prepotentes”.

Amigos da família

Uma das testemunhas contou que ficou sabendo da chegada de dois policiais civis, “que se identificaram com amigos da família”. No depoimento, foi ressaltado que um deles subiu e foi para o quarto de Marcelo Cestari, pai da adolescente que disse ter atirado acidentalmente em Isabele.

“Onde também se faziam presentes o Dr. Olímpio [delegado que atendeu o caso inicialmente] e sua equipe, o perito e não se recorda se o advogado da família também estava. Na sequência chegou o sargento Fernando Raphael, que se identificou como presidente da Confederação de Tiros de Mato Grosso, e após conversar com alguns policiais, subiu para ajudar o senhor Marcelo a apresentar registro das armas”.

Ainda no depoimento, a testemunha narrou que o policial civil ajudou na remoção do corpo de Isabele. “ Inclusive, o policial civil que subiu no piso superior, ajudou no recolhimento do corpo da vítima”.

Em nota, a Polícia Civil esclareceu que eles foram ‘removidos das unidades em que estavam lotados por conveniência da Administração Pública’. Além disso, esclareceu que a presença deles na casa está sendo verificada pela Corregedoria. Conforme apurado, os policiais eram lotados Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

Fonte: Gazeta Digital

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