Segundo o boletim médico, o chefe do Executivo encontra-se estável clinicamente, sem febre e sem dor

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro para retirada de cálculo da bexiga terminou sem intercorrências. Segundo o boletim médico do hospital Albert Einstein, a intervenção durou 1h30 e o cálculo foi totalmente removido. “No momento, o paciente encontra-se estável clinicamente, afebril e sem dor”, diz um trecho do documento.

Bolsonaro está sob acompanhamento de dois médicos, o cardiologista Leandro Echenique e o urologista Leonardo Lima Borges e deve receber alta no máximo, até domingo. Contudo, com o bom andamento da intervenção, o presidente pode ser liberado ainda hoje.

Para extrair a pedra, a equipe médica  recorreu a uma cirurgia conhecida como cistolitotripsia, considerada simples e minimamente invasiva. Esse método permite que um cano fino siga através do canal da uretra até chegar à bexiga, onde a pedra será fragmentada com a ajuda de um laser. No início do mês, o presidente comentou que estava com uma pedra na bexiga “maior que um grão de feijão”.

Outras cirurgias

Esse é o sexto procedimento médico realizado pelo chefe do Executivo após a facada recebida em 2018, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG). Dentre as intervenções, ele se submeteu a uma cirurgia de emergência em razão de uma complicação causada pela aderência das paredes do intestino e teve de retirar uma bolsa de colostomia.Nesse intervalo, Bolsonaro também fez uma cirurgia para correção de uma hérnia incisional na região da área atingida pela facada e fez uma operação de vasectomia.

Causas

As causas para a aparição de um cálculo vesical variam. A pessoa pode já ter predisposição à formação de pedras na bexiga, mas existe a possibilidade de o cálculo ter sido formado no rim e se deslocado à bexiga. Além disso, a pedra pode aparecer devido a algum grau de retenção urinária ou por acúmulo de urina na bexiga.

O problema mais frequente causado por um cálculo vesical é a dificuldade para urinar. A pedra na bexiga entope a uretra e, com isso, o paciente acaba sentindo dores para expelir a urina. Outro reflexo da doença é a interrupção do jato urinário. Dessa forma, a retirada do cálculo é fundamental para evitar que a pedra cresça dentro da bexiga, comprometendo ainda mais o sistema urinário, ou para que o paciente desenvolva algum tipo de inflamação mais grave, que em determinados casos pode evoluir para uma septicemia.

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