Gestor acusou parlamentares de perseguição política

O prefeito de Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, Jonas Rodrigues da Silva, conhecido como Jonas Canarinho, teve o mandato cassado na madrugada desta sexta-feira (26) pela Câmara de Vereadores. Foram nove votos a favor da cassação e dois contrários.

Jonas afirmou que sofre perseguição política antes mesmo de tomar posse como prefeito, quando ainda era vereador do município.

“Muitos deles (vereadores) não gostam de mim, não concordam que na cidade não há corrupção e que eu não vou dar um real que não esteja de acordo com a lei”, disse ele.

Ainda segundo o prefeito cassado, seus advogados vão ingressar com uma ação na próxima semana para que ele retorne ao cargo.

Jonas Canarinho teve as contas relativas ao exercício de 2017 julgadas irregulares pelos vereadores, o que culminou na cassação. “Quanto às contas de 2017, elas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas reprovadas pela Câmara Municipal”, explica.

Ainda segundo Jonas Canarinho, há uma denúncia de que ele havia emprestado maquinário da prefeitura para ser utilizado em uma propriedade particular.

“Não existe prova, não existe vídeo, não existe nada provando que eu tenha feito isso. Das testemunhas que eles mesmos chamaram, apenas uma foi de acusação. Todas as outras me inocentaram e, mesmo assim, fui cassado”, disse ele.

Jonas Canarinho conta que uma das reclamações dos vereadores é que não há diálogo. “Não tem que ter diálogo mesmo. Vou dialogar se for sobre algum assunto de interesse do município. Caso contrário não. Não estou aqui para fazer politicagem”.

Com a cassação de Jonas Canarinho, o vice-prefeito Adir Vieira já foi empossado na manhã desta sexta-feira.

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