Trio teve apenas um nome em comum para ataque: do prefeito Emanuel Pinheiro, que faltou ao programa

 

Os candidatos Abílio Júnior (Podemos), Gisela Simona (Pros) e Julier Sebastião (PT), que concorrem à Prefeitura de Cuiabá, protagonizaram os principais embates do primeiro encontro realizado nesta quinta-feira (15) na TV Vila Real.

O trio trocou farpas e acusações entre si, chegando ao ponto do candidato do Podemos afirmar que havia uma “união da esquerda” para atacá-lo.

O primeiro embate ocorreu logo no início, quando Abílio questionou Julier sobre o transporte coletivo na Capital. Ele afirmou que o PT não entende de economia e gestão pública e questionou há quanto tempo o ex-juiz federal não andava de ônibus.

Ao responder que havia andando de ônibus há três semanas, o petista alfinetou o vereador: “Aliás, Abílio, você está recebendo da Câmara verba indenizatória para fazer campanha?”.

Na sequência, um novo embate envolvendo Abílio, dessa vez com a candidata do Pros e ex-superintendente do Procon, Gisela Simona, acabou rendendo ao parlamentar uma acusação de misoginia (ódio ou aversão às mulheres) por parte de Julier.

Questionado se não tinha política para valorização das mulheres em seu plano de Governo, Abílio afirmou que não defende segmentação.

“Eu acho que ser mulher ou homem não é critério para ocupar espaço público, mas, sim, a sua qualificação técnica. Não por causa de gênero. Você é uma excelente participante na disputa, mesmo sendo mulher”, disse Abílio à adversária.

Minutos depois, Julier saiu em defesa de Gisela, afirmando que Abílio agiu com “uma extrema deselegância em relação a mulheres”. A candidata do Pros pediu direito de resposta, por se sentir ofendida com as palavras do vereador.

Em outro momento do debate, Abílio voltou a atacar Gisela, dessa vez acusando-a de “vitimismo” e de copiar o plano de governo de outro candidato, o ex-prefeito Roberto França (Podemos).

No próximo confronto entre os dois candidatos, Gisela alfinetou o vereador, afirmando que “não faz campanha para ter likes”, enquanto Abílio acusou-a de gritar com ele: “Depois me chamam de louco”.

Posteriormente, quando falavam sobre a Educação em Cuiabá, Abílio acusou Julier e Gisela de se unirem contra ele, enquanto o ex-juiz disparou que o verador continuava a atacar as mulheres: “Aqui, ninguém nasceu de um ovo; você devia respeitar as mulheres e pedir desculpas”.

A troca de farpas continuou, com Abílio acusando Julier de apoiar a corrupção por fazer live ao lado de um ex-candidato denunciado pelo crime, enquanto o petista relembrou a sua atuação como juiz federal e ainda rebateu Abílio durante seu direito de resposta.

“Ele era o candidato de Emanuel, estava no bolso do paletó em 2016. Faz campanha sem pedir licença da Câmara de Vereadores, sem abrir mão da verba indenizatória. Isso também é um tipo de corrupção”, criticou.

Emanuel: alvo em comum

Todos os três protagonistas, porém, não pouparam críticas à ausência do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e aos escândalos envolvendo seu nome ou a sua gestão, como o “Caso do Paletó” e os quatro secretários afastados por suspeita de corrupção.

Assim como eles, os demais candidatos também aproveitaram para alfinetar o emedebista. Ainda no início do debate, o candidato do Psol, Gilberto Lopes, retirou o paletó que usava e o depositou sobre a bancada que deveria ser usada por Emanuel, afirmando que a vestimenta seria um símbolo da corrupção.

Gilberto x França

O ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França, que tenta retornar ao Palácio Alencastro, não saiu ileso do debate, sendo o alvo preferido do candidato Gilberto Lopes (Psol), que o acusou de ser corrupto por mais de uma vez.

Em uma de suas falas, Gilberto afirmou que “nos 300 anos de Cuiabá, todos os prefeitos que passaram pela administração foram corruptos e enriqueceram”.

França disse ter se sentido ofendido, pediu respeito e exigiu direito de resposta.

“Eu quero reafirmar que durante 40 anos de vida pública, eu teria oportunidade de ser milionário se fosse corrupto. No entanto, trabalho até 22h diariamente para sustentar a minha família. E isso prova que sou honesto e não meti a mão no dinheiro do povo”, rebateu.

Fonte: Mídia News

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